A cólera fere primeiro quem a sente.

A cólera não é uma fatalidade biológica, mas o grito de um orgulho ferido. No Espiritismo, desmistificamos a desculpa do “temperamento difícil”: o corpo não impõe vícios, ele apenas reflete as imperfeições do Espírito.

Quando você se entrega à fúria por uma contrariedade pueril, está, na verdade, exigindo que o mundo se curve à sua personalidade. A cólera é uma demência passageira que animaliza o ser, cegando a razão e estraçalhando a caridade.

Acreditar que não se pode mudar é negar a Lei do Progresso. O Espírito pacífico permanece senhor de si mesmo, não importa o organismo que habite.

A fúria é uma escolha de quem se recusa ao esforço da reforma íntima.

Lembre-se: o colérico é a sua própria primeira vítima, intoxicando a própria alma e ferindo aqueles que ama. Vencer a cólera é um ato de coragem suprema; é provar que a vontade do Espírito é soberana sobre os impulsos da matéria.

Autor: Anônimo