“Os sonhos são efeito da emancipação da alma, que mais independente se torna pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí uma espécie de clarividência indefinida […]. Daí também a lembrança que traz à memória acontecimentos da precedente existência ou das existências anteriores.”
— Allan Kardec [1]
O sono liberta a alma parcialmente do corpo, muito próximo ao efeito permanente que ocorre durante a morte, ou seja, é o repouso do corpo enquanto o Espírito continua a sua atividade. Já os sonhos são os fragmentos de memória do que o Espírito vivenciou neste estágio.
Na resposta à questão 402 de O livro dos espíritos, nos é informado que “O sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono. Notai, porém, que nem sempre sonhais. […] É que não tendes então a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades.” [2]
“As singulares imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeados de coisas do mundo atual, é que formam esses conjuntos estranhos e confusos, que nenhum sentido ou ligação parecem ter. A incoerência dos sonhos ainda se explica pelas lacunas que apresenta a recordação incompleta que conservamos do que nos apareceu quando sonhávamos.”
— Allan Kardec
Referência
[1] KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 93. ed. Parte segunda, cap. 8, comentário à questão 402. FEB Editora, 2019.
[2] ______ idem. Parte segunda, cap. 8, resposta à questão 402.
Fonte https://www.febnet.org.br/

