“A obsessão, na visão espírita, é enfermidade psíquica. Caracteriza-se pela subordinação de uma mente que assimila sugestões de outra, capazes de retirar-lhe a razão e a vontade.” [1]
Os vícios terrenos são a mola propulsora do processo obsessivo. Egoísmo, desejo, vaidade, vingança, o domínio sobre o outro, são alguns desses elementos. Os Espíritos são atraídos por um elo simpático, fluxo dos pensamentos que se conectam e fazem com que a interação seja estabelecida.
“Entre os escolhos que apresenta a prática do Espiritismo, cumpre se coloque na primeira linha a obsessão, isto é, o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar. Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem.”
— Allan Kardec [3]
Nem tudo é pré-determinado pela força de um sobre o outro. A vontade e a mudança do pensamento para o bem, também atraem os bons Espíritos, que nos auxiliam a romper o ciclo vicioso. Sem as barreiras erguidas pelo pensamento, com apoio na rotina da prece, ajudamos também aqueles que estão do outro lado a se harmonizarem e seguir seu caminho sem prejudicar a si ou a outros.
Referência
[1] ANTUNES, Marta (org.). Mediunidade: estudo e prática – Programa 1. 2. ed. Módulo 3, tema 2, p.181, Obsessão: causas, graus e tipos. FEB Editora, 2023.
[2] KARDEC, Allan. O livro dos médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 81. ed. Segunda parte, cap. 23, it. 237, Da obsessão. FEB Editora, 2020.
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